domingo, 14 de setembro de 2008

Flamin' Groovies - Yesterday's Numbers (US Compilation Garage Rock)


UMA GRANDE BANDA AMERICANA E QUE FAZIA UM SOM GARAGEIRO, UM ROCK N ROLL TRADICIONAL!! ENERGIA PURA!! BELO VENENO!!

O disco mais famoso deles atende pelo nome de ‘Shake Some Action’, foi lançado em 1976 e é um dos grandes clássicos do rock de todos os tempos. Mas, a banda tem, pelo menos, mais quatro grandes álbuns, a maioria deles reeditados apenas no Japão, como é o caso de ‘Now’, que só saiu nos Estados Unidos este ano. Três de seus integrantes, assim como a banda, são geniais, verdadeiras legendas do rock independente americano. Dois deles com carreira solo posteriores. Mesmo assim, o grupo dificilmente freqüenta as listas de ‘melhores’, seguindo sua sina de andar na contra mão.

Estamos falando da banda The Flamin’ Groovies, tão importante para a história do rock quanto desconhecida e pouco valorizada. Flamin’ Groovies surgiu em meados dos anos sessenta, em São Francisco, na Califórnia, em meio à explosão da invasão britânica, que marcou a sonoridade da banda para o resto da carreira. Os três primeiros discos da banda - ‘Supernazz’ (1969), ‘Flamin’o’ (70) e ‘Teenage Head’ (1971) – já mostravam a vocação rebelde da banda. Em plena onda do flower power, dominado por bandas como Jefferson Airplane e Grateful Dead, o Flamin’ Groovies lançava discos de rock and roll, digamos, ‘tradicional’.

Se no primeiro álbum, ‘Supersnazz’, o grupo atravessou o som “retrô” em meio à psicodelia dominante, no segundo, ‘Flamin’o’, investiu em outra direção, produzindo um dos sons mais avançados para aquele momento. Na faixa ‘Road House’, por exemplo, e em outras músicas, Flamin’ Groovies antecipa o psychobilly em mais de uma década, ao mesmo tempo em que também aponta para o punk. ‘Teenage Head’, de 1971, é como se fosse um ‘Sticky Fingers’ alternativo, poderoso e tão provocante em sua mistura de levadas ‘boogie’ e baladas soul. Apesar da qualidade e do caráter revolucionário de sua obra, a banda não atingiu o público, sendo empurrada para o anonimato.

Na época, a banda contava com sua formação original: Roy Loney (o lado rockabilly), Cyril Jordan (a parte Byrds), Danny Mihm, Tim Linch e George Alexander. No disco ‘Shake Some Action’, já sem Loney, a banda incorpora Chris Wilson a sua formação, que introduz o componente ‘Beatles & Stones’ com mais força na sonoridade dos Groovies. Em carreira solo, Roy Loney gravou diversos discos, como ‘Roy Loney & The Phantom Movers’ e ‘The Longshots’, com destaque para ‘Out After Dark’ (1979), ‘Having a Rock and Roll Party’ (1982), ‘The Scientific Bombs Away!!!’ (1988) e ‘Drunkard in The Think Tank’ (2004). Wilson também tem discos solos legais, especialmente ‘Randon Centuries’, praticamente só com voz e violão.

Sem Roy Loney, e com Chris Wilson à frente da banda, ao lado de Cyril Jordan, e em sintonia com sua trajetória, The Flamin’ Groovies explode em plena era punk com um disco totalmente “sixties”. Batizado ‘Shake Some Action’, o disco trazia guitarras e vocais à la Beatles 65, toques de Kinks e rock and roll na linha dos primeiros Stones. Para não deixar dúvidas, a banda agrega ao repertório próprio geniais covers para ‘Misery’ (Lennon & McCartney), ‘Don’t Lie To Me’ (Chuck Berry) e ‘She Said Yeah’ (Larry Williams). Gravado na Inglaterra, o disco foi produzido por Dave Edmunds que, pouco depois, também assinou os primeiros discos dos Stray Cats. Edmunds ainda produziu os discos ‘The Flamin’ Groovies Now!’ (1978) e ‘Jumpin’ In The Night’ (1979).

Em ‘Now’ e ‘Jumpin’ in The Night’, The Flamin’ Groovies radicaliza a linha “revival” e consegue soar, ao mesmo tempo, como Stones, Beatles, Byrds e John Lennon, entre outras influências, sem perder a identidade. Aquele som de guitarras Rickenbacker, vocais dobrados e sonoridade limpa, que na época poderia parecer ‘fora de moda’, nas décadas seguintes marcaram a história do rock, em discos de bandas como Stone Roses, Oasis ou, mesmo, os atuais Jet, para citar alguns exemplos. Além das composições de autoria de Jordan e Wilson, principalmente, os dois discos trazem mais covers do porte de ‘Fifthy Dimension’ (Byrds), ‘Paint it Black’ (Rolling Stones) e ‘Move It’ (Cliff Richard & The Shadows). Inéditos em CD até pouco tempo atrás nos Estados Unidos, ‘Now’ acaba de ser editado na terra dos Groovies, enquanto ‘Jumpin’ in The Night’ segue disponível apenas no Japão.

A longa e contraditória carreira dos Flamin’ Groovies produziu uma grande, complexa e dispersa discografia, que conta ainda com uma série de coletâneas de raridades, algumas delas indispensáveis. ‘California Bord and Bred’, por exemplo, traz versões alternativas e registros ao vivo, como as enérgicas releituras de ‘I Can’t Explain’, ‘Louie Louie’ e ‘Carol’. O CD ‘68/70’ resgata gravações dessa época, incluindo registros de shows ao vivo, do mesmo período, com excelente qualidade de som. Outros discos, com menos qualidade, como ‘A Collection Of Rare Demos & Live Recordings’, valem pelo repertório, que destacam covers de ‘Miss Amanda Jones’ e ‘Juping Jack Flash’, ambas dos Stones, entre outros.

Ainda hoje, os discos do Flamin’ Groovies soam atuais, o que faz deles, mais do que registros ‘de época’, obras-primas que sobrevivem às mudanças ocorridas no rock. Se, além de Pete Townshend e seu The Who, alguém merece a paternidade da invenção do ‘power pop’, ela deve ser creditada ao Flamin’ Groovies, por conta, especialmente, do disco ‘Shake Some Action’. A descoberta da banda, invariavelmente, leva os incautos neófitos ao vício e a busca desesperada por todos os seus discos, o que é uma tarefa, atualmente, difícil. Por isso, para começar, fica a sugestão de se começar por ‘Yesterday's Numbers’, coletânea que abrange todas as fases, reunindo um pouco dos melhores momentos da banda.

Texto do site Senhor F

compilation on the Camden label featuring 22 tracks from their early '70s albums 'Teenage Head' & 'Flamingo',

Guide Note


Founded by Roy Loney and Cyril Jordan in 1965, The Flamin' Groovies began as a gritty Stones-influenced garage rock band, but progressed in a more melodic direction, eventually gaining the label power-pop.
The turn toward pop began after Loney quit in 1971, leaving Jordan to create more tuneful sound. Songs like "Shake Some Action" and "You Tore Me Down" were a throwback to mid-60's pop-rock and British Invasion sounds. The music was strangely out of time in the early and mid-1970s, particularly in the band's native San Francisco, the world capital of psychedelic rock.

1. Teenage Head
2. Doctor Boogie
3. Yesterday's Numbers
4. Headin For the Texas Border
5. High Flyin Baby
6. Comin After You
7. City Lights
8. Have You Seen My Baby
9. 32-20
10. Whiskey Woman
11. Gonna Rock Tonite
12. She's Falling Apart
13. Evil Hearted Ada
14. Jailbait
15. Sweet Roll Me on Down
16. Second Cousin
17. Childhood's End
18. Keep a Knockin
19. Walkin the Dog
20. Around & Around
21. Rockin Pneumonia & The Boogie Woogie Flu
22. Going Out Theme

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