segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Shinki Chen & His Friends (1971 Japan Acid Rock Bluesy Psych)


MAIS UM JAPA E ESTE EU CONSIDERO O MELHOR DE TODOS, O PAI DELES!! ESTE É O "CARA" DO SOM JAPA!! GUITARRISTA E UM DOS PRINCIPAIS NOMES DO ROCK PSYCH NIPÔNICO!! ERA O JIMI HENDRIX NIPÔNICO!! OLHA A "LAJE" DA FIGURA!!! SHINKI CHEN ERA GUITARRISTA DA BANDA FOOD BRAIN E SPEED GLUE & SHINKI QUE POSTEI ANTERIORMENTE, E QUE SE JUNTOU NESTE DISCO COM FERAS JAPONESAS DO TIPO GEORGE YANAGI, VOCALISTA DA BANDA STRAWBERRY PATH E INTEGRANTE DO FLIE EGG, BEM COMO DE HIRO YANAGIDA, TECLADISTA DO APRYL FOOL E FOOD BRAIN!! O DISCO É MUITO MALUCO, BOM E PERFEITO ROCK ÁCIDO!! ALTAMENTE RECOMENDADO E UM VENENO JAPONÊS DOS MELHORES DAQUELA ÁREA NIPÔNICA!!! ROCK PROG ACID PSYCH SHOW DE BOLA E DE ALTÍSSIMA QUALIDADE!!!!!

Nascido em 30 de maio de 1949, Shinki começou a tocar guitarra aos 14 anos, revelando-se logo um prodígio em seu instrumento. Após montar um grupo folk com alguns amigos, Shen tocou com seu brothero Keibun Hayashi em uma banda no estilo dos Beatles, e mais tarde aventurou-se em um conjunto na linha dos Ventures. Mas Shinki, um aficcionado pelos Kinks e pelos Yardbirds, queria fazer um som na linha do que estava sendo produzido na Inglaterra na segunda metade dos anos 1960, ou seja, rock influenciadíssimo pelo blues americano.

A paixão era tanta que em 1966 aceitou largar a guitarra e assumir a bateria na Midnight Express Blues Band, onde conheceu e logo se aproximou do guitarrista Masayoshi Kabe, que mais tarde seria seu companheiro no Foodbrain e no Speed, Glue & Shinki. Kabe deixou o grupo em dezembro de 66, e Shen assumiu o seu lugar na guitarra. Após algumas mudanças de formação e também de nome, a Midnight Express Blues Band agora se chamava The Bebes. A banda fez várias apresentações em clubes e discotecas, e o visual de Shinki e do vocalista Eiji “Chibo” Takamura, com longos cabelos inspirados em seus ídolos ingleses, começou a causar alguns problemas para o grupo, ao mesmo tempo em que chamava a atenção do público. A Toshiba Records não perdeu tempo e ofereceu um contrato para os Bebes, que lançaram um raríssimo single com uma versão mais lenta de “Back in the USSR” dos Beatles.

A influência dos artistas ingleses continuava a fazer a cabeça de Shen e sua turma, e, após a entrada de George Yanagi no baixo, a banda mudou novamente de nome e passou a se chamar Powerhouse. O material do grupo era baseado em covers de sucessos que estavam virando a terra da rainha de cabeça para baixo, como “Good Morning Schoolgirl” dos Yardbirds e “Spoonful”, eternizada pelo Cream. O Powerhouse gravou um álbum em 1969, “A New Kind Of Blues”, só com releituras de composições de outros artistas, e se dissolveu por problemas internos.

Shinki passou a atuar como músico de estúdio e conseguiu entrar na banda montada para a versão japonesa do musical “Hair”, onde conheceu o vocalista Joe Yamanaka (que mais tarde faria parte da Flower Travellin´ Band) e o tecladista Hiro Yanagida (Apryl Fool). Ao lado de Hiro, Shinki forma o Food Brain, que logo chamou a atenção pela grande quantidade de improvisações entre os músicos em seus shows.

Esssa liberdade criativa inspirou Shinki Shen, que resolveu reunir alguns amigos das antigas e gravar um álbum com a sua leitura de toda aquela cena, tendo, é claro, a sua guitarra como elemento principal. Assim surgiu “Shinki Shen & His Friends”, lançado em 15 de janeiro de 1971 pela Polydor japonesa. Ao lado de Shinki estavam o vocalista e baixista George Yanagi (Strawberry Path, Flied Egg), o brother Hiro Yanagida nos teclados e o baterista Shinichi Nogi. As sete faixas do álbum trazem um som psicodélico ao extremo, banhado em LSD, lisergia levada a cabo por ótimos músicos.

“The Dark Sea Dream” introduz o trabalho com um emaranhado de sons, abrindo as portas para “Requiem of Confusion”. Totalmente hendrixiana, a faixa traz os vocais de Yanagi repletos de efeitos, embalados por uma estrutura que é filha direta dos clássicos hard blues setentistas. “Freedom Of A Mad Paper Lantern” traz um andamento psicótico que se assemelha a uma jam embebida em ácido. A melancólica balada “Gloomy Reflections” é a faixa mais convencional do disco, enquanto que “It Was Only Yesterday” nos transporta para dentro de uma trip lisérgica, onde o grande destaque é o teclado de Yanagida. O álbum fecha com “Farewell to Hypocrites”, a minha preferida, uma odisséia sensorial com quase treze minutos e um grande solo de Chen.

“Shinki Chen & His Friends” não é um álbum fácil de ouvir. As loucuras do maluco quarteto nipônico capitaneado por Shinki Chen tem uma mixagem com agudos excessivos e poucos graves, resultando em um som com pouco peso e momentos que exigem uma atenção quase que exclusiva do ouvinte para perceber detalhes e aspectos dos arranjos das músicas. Ouvidos não tão acostumados com o estilo certamente serão incomodados, afinal não é o tipo de música para ser colocada na sala animando um alegre papo entre amigos, mas sim um som que pega o corpo de quem por ele se aventura e o leva por caminhos ainda inexplorados.

Raríssima, a edição original do álbum, lançada pela Polydor japonesa, frequentemente atinge valores acima dos mil dólares em sites de colecionadores, o que só atesta a procura e o fascínio pela obra desse mítico músico japonês.

Shinki Chen – guitar, bass, drum, piano
George Yanagi – vocals, bass (Strawberry Path, Flied Egg)
Hiro Yanagida – keyboards (Apryl Fool, Love Live Life +1, Foodbrain)
Shinichi Nogi - drums

Faixas:
1. The Dark Sea Dream
2. Requiem of Confusion
3. Freedom of a Mad Paper Lantern
4. Gloomy Reflections
5. It Was Only Yesterday
6. Corpse
7. Farewell to Hypocrites
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