sexta-feira, 9 de julho de 2010

ASH RA TEMPEL & TIMOTHY LEARY - Seven Up (1972 German Psych Acid Rock)

VENENO ALTAMENTE MALUCO!!
ALBUM QUE COMPROVA CABALMENTE QUE PRA VIAJAR NO COSMOS NÃO PRECISA GASOLINA, APENAS DE UM BOM VENENO!!
O GURU DO LSD "TIMOTHY LEARY" E A BANDA ALEMÃ "ASH RA TEMPEL SE JUNTARAM PRA FAZER ESSE PATAÇO PSICODÉLICO E ACIDO QUE, CONFORME DECLARAÇÃO DE UM DOS INTEGRANTES DA BANDA, "SÓ FAZ SENTIDO PRA QUEM TOMAR UM TABLETE DE ÁCIDO E ESPERAR PELO EFEITO ENQUANTO ROLA ESSA VIAGEM SONORA!!" QUE DECLARAÇÃO HEIN!! JÁ DÁ UMA IDÉIA DO DISCO QUE FOI PRODUZIDO EM APENAS TRÊS DIAS ABAIXO DE MUITO ACIDO!! ABAIXO TEM UMAS RESENHAS SOBRE O ALBUM QUE VALE A PENA LER PRA ENTENDER O DISCO E A VIAGEM QUE SE INICIA AO DAR O PLAY!!


"...Harmut Enke, um dos líderes da banda, foi ao encontro do guru e lá resolveram assinar um contrato para mais um impensáveil e lendário disco. Começa a surgir ali uma das obras mais cultuadas e monolíticas do Krautrock. Leary não poderia ir ao encontro dos rapazes então os Ash Ra Tempel pegaram o trem e foram para uma casa nos Alpes e onde trabalhariam em Seven Up. "Seven Up". O Dr Timothy Leary havia estuando a mente humana atraves de um modelo de oito circuitos. Estudo desenvolvido onde a mente é divida em quatro hemisférios em estágios de evolução alcançado mais rapidamente com experiências lisergicas experimentais. A proposta de Leary era basear o disco nesse estudo "Oito Circuitos da Coinsciencia". E em três dias mergulhados em profundas e inconcebives sessões ácidas de guitarras cósmicamente punks se debatendo em bluezeras vertiginosas e delírios declamatórios com berros vomitadores e estágios de pertubação em queda livre. Assim Seven Up apresenta na primeira parte do vinil os 4 circurtos. Depois mergulha nossas mentes em circuitos subaquaticos, expirais de transe em mantras cavernosos alcançando o lado futurísco dos circuitos que ainda nem alcançamos. Seven Up sobrevoa nossas camadas com sombrios e imateriais sintetizadores e viaja pelo espaço, para um lugar desconhecido que ainda não chegamos no estágio de adentrar. Peça rara e de grande valor histórico, poucos bandas fora as próprias bandas de Krautrock ousaram chegar longe assim."

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O Ash Ra Tempel nada mais era do que um bando de freaks alemães que formaram a banda na Berlim de 1970. Eles tinham o maior equipamento da cidade, já que em 1967, Harmut Enke, um moleque de 14 anos, se mandou para Londres com uma grana e lá comprou quatro caixas enormes que pertenciam ao Pink Floyd. "Arrastou" tudo de trem e balsa para casa e chamou um amigo chamado Klaus Schulze (que estava abandonando o Tangerine Dream) para conferir seu novo equipamento. Schulze fica impressionado e monta ao lado de Enke e Manuel Göttsching o Ash Ra Tempel.

Schulze não ficou muito e partiu para uma carreira solo experimental, eletrônica/ambiente. Isso não impediu que o Ash Ra Tempel continuasse criando épicos espaciais em sua insanidade, tornando-se rapidamente um dos pilares do Krautrock. A banda já havia lançado dois álbuns e para o terceiro estavam a caça de Allen Ginsberg, ídolo absoluto dos caras, que sonhavam com uma participação do poeta beat norte-americano em seu novo registro. Não localizaram Ginsberg mas ficaram sabendo que Leary havia fugido de uma prisão nos EUA e que está passando uma temporada na Suíça. Enke foi então ao encontro do guru psicodélico, que adorou a idéia, já que estava de saco cheio das bandas tradicionais inglesas como o Pink Floyd.

Leary andava nessa época muito envolvido com um escritor inglês chamado Brian Barritt e ambos estavam loucos para criar uma interpretação musical para o "mapa da mente", os sete níveis de consciência em que a mente humana é dividida. O lado A do vinil seria batizado de "Space" correspondia aos quatro níveis iniciais. O lado B é o "Time" e seria composto de instrumentais representando os três níveis superiores. Cada música corresponderia a um dos níveis. O pessoal do Ash Ra Tempel se impressionou muito com as idéias de Leary e Barritt e logo assinaram um contrato com ambos em um café chamado Juker Café, em Berne, onde Leary sentou na mesma cadeira que tinha pertencido a Albert Einstein. Leary não poderia se mover até Berlim, pois corria o risco dele ser capturado pela polícia alemã. O pessoal do Ash Ra Tempel veio para a Suíça e se instalou por uma semana em uma grande casa nos Alpes. Amigos, visitantes e até alguns músicos amadores participaram também das sessões do novo álbum. Tudo ia muito bem até que o filho de Leary carregou uma garrafa do refrigerante Seven Up com potentes ácidos cristalizados e foi oferecendo para a galera. Daí surgiu o nome do disco - "Seven Up".

Em três dias a turma produziu intensamente uma das maiores viagens sonoras. Trabalhavam letras, escreviam todas as idéias em pedaços de papel e Leary ia para o microfone espontaneamente. Todos esperavam que ele iria apenas recitar algo, discursar algumas idéias, mas a viagem era tanta que Leary começou a cantar, para o espanto do pessoal. O álbum foi mixado pelo experiente produtor alemão Dieter Dierks que aproveitou para incluir algumas 'camas' de sintetizadores juntando as faixas, deixando o álbum todo como uma longa peça musical única, apesar de conter os sete temas do 'mapa da mente'.

Apesar do alto valor histórico, "Seven Up", pode ser uma surpresa desagradável para algum desavisado que ouvir o álbum sem saber de sua atraente história. Passagens serenas e ambientes se misturam com o punk mais visceral de dois acordes! O pessoal envolvido guarda boas lembranças das gravações, porém afirma que não costuma pinçar o álbum e jogá-lo no prato da vitrola nos dias atuais. Barritt chegou a declarar que "Seven Up" só faz sentido para quem tomar um tablete de ácido e esperar pelos efeitos da droga enquanto rola os 45 minutos de viagem sonora.

Ouvir "Seven Up" em estados alterados da mente soa como se fosse a experiência de se olhar um mapa antes de uma viagem de carro para saber onde se guiar sem se perder... Hoje em dia, que banda tem ambição e arrogância suficiente para lançar algo semelhante?

Seven Up, Ash Ra Tempel's third album is often very misunderstood by fans of their music. It's a real odd one to say the least, and if you're familiar with such albums as their 1971 debut, Join Inn (1973), or Inventions For Electric Guitar (1975, actually a Manuel Göttsching solo album) this one is quite a shock indeed. By this point, trying to figure out who was in the group has became pretty pointless. Guitarist Manuel Göttsching and bassist Hartmut Enke are still here, with tons of different vocalists, and ex-Tangerine Dream organist Steve Schroyder (he played on Alpha Centauri and guested on Zeit).

The album starts off with "Space". It's a suite divided in to four movements. It starts off with "Downtown", which doesn't sound too encouraging. It sounds like downright generic blues sung by a female vocalist, but never let that deceive you. You quickly face some truly mind blowing spacy electronic effects and noise that never lets up! It's pretty much the same throughout, although three more blues songs will follow, but as always, the blues songs never last because it sounds like the band was just so stoned at the time, they'd rather blow people's mind. I can sense quite a bit of irony in the way the band played those blues numbers.

Thanks to the presence of Timothy Leary (who was in exile in neighboring Switzerland), it's no surprise that this music is the effects of an LSD trip. The second half of the album is taken up by a three movement suite called "Time". Here's where detractors of the album finds its redeeming qualities, as this is very much like like Alpha Centauri-era Tangerine Dream. The last movement of "Time" is "She" which is basically a re-recording of "Suche & Liebe" off Ash Ra Tempel's 1972 album Schwingungen. This is a wonderful, and underrated album, which if you approach with an open-mind you'll probably enjoy it.

- Timothy Leary, Brian Barritt, Liz Elliot, Bettina Hohls, Portia Nkomo, Michael Duwe: voices
- Manuel Göttsching: guitar, electronics
- Hartmut Enke: bass, guitar, electronics
- Steve Schroyder: organ, electronics
- Dietmar Burmeister: drums
- Tommy Engel: drums
- Klaus D. Müller: tambourine
- Dieter Dierks: synthesizer

1. Space (15:55)
- a. Downtown
- b. Power Drive
- c. Right Hand Lover
- d. Velvet Genes

2. Time* (21:37)
- a. Timeship
- b. Neuron
- c. She

Total Time: 37:32

http://www.mediafire.com/download/w30i27fcn93x1y9/AshRa-Leary_Venenos.rar
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