domingo, 17 de março de 2013

ANJO GABRIEL - O Culto Secreto do Anjo Gabriel (2011 Brasil Hard Prog Psych)



EXISTE SIM VIDA INTELIGENTE NO ROCK 
DOS ANOS 2000 E NO BRASIL!!

MORADORES DA RIPOHLANDYA, UMA COMUNIDADE HIPPIE DE RECIFE, ESSES PERNAMBUCANOS DOIDÕES ENTRARAM NO TUNEL DO TEMPO E FIZERAM UM SOM MUITO LEGAL QUE SE PODE COMPARAR COM AS BOAS BANDAS ALEMÃS, É O NOSSO KRAUTROCK BRASUCA, CHEIO DE VIAGENS, VIAGENS SONORAS HIPNÓTICAS CARREGADAS DA PSICODELIA!! LEIAM AS RESENHAS QUE COLOCO ABAIXO E QUE DE CERTA FORMA TRADUZEM O É O DISCO E O QUE EU PENSO TAMBÉM SOBRE ELE!! VENENO BRASUCA ALTAMENTE RECOMENDADO!!

THERE IS INTELLIGENT LIFE IN THE YEARS 2000 AND ROCK IN BRAZIL!
RESIDENTS OF RIPOHLANDYA, A COMMUNITY HIPPIE!! THEY ENTERED THE TUNNEL OF TIME AND MADE A SOUND VERY COOL THAT YOU CAN COMPARE WITH THE GOOD GERMAN BANDS!! THE SOUND IS HARD PSYCHDELIC ROCK WITH LONG TRIPS!!HIGHLY RECOMMENDED!!


SITE RECIFE ROCK:

O Ministério da Saúde adverte: se você é impaciente, mantenha distância deste disco. Caso paciência seja uma de suas virtudes, prepare-se para uma viagem sem volta ao lado mais obscuro e sombrio de Jimmy Page, do seu ocultimo e de seu flerte com a magia negra. É trilha sonora para viagens, sejam elas de carro, navio, avião ou psicodélicas. Mais de uma hora e seis minutos percorridos na sinuosa estrada de seis músicas instrumentais, com um vocalzinho ou outro aqui e acolá no meio do caminho. Chato? Depede de você. Do seu estado de espírito e de seu grau de entrega. Pode ir do fascínio ao tédio. De minha parte, a sensação é de tremendo bem estar ao ouvir cada nota de guitarra, cada teclado viajado, cada acompanhamento de baixo e bateria.

O Anjo Gabriel parece congelado nos ano 1970. Eis o seu charme. Principalmente ao vivo, pois seus integrantes parecem saídos de outro planeta. Absolutamente fora de contato com a realidade. E, careta do jeito que a realidade se impõe, é um alento que, em plenos 2010, ainda existam bandas como o Anjo Gabriel. Se você quiser uma definição curta e grossa, ela é mais ou menos assim: pegue o Led Zeppelin e o deixe ainda mais chapado. Componha faixas com mais de dez minutos de duração. E, em cada uma delas, visite os pontos extremos de uma viagem musical: suavidade e agressividade. Leveza e densidade. Calmaria e turbulência. O Anjo Gabriel havia lançado um álbum cujo título entregava tudo: Manual Prático de Psicodelia. Aqui, não há manual, guia, norteamento. O ouvinte que se vire e que se perca a cada segundo de O Culto Secreto do Anjo Gabriel. E, quer saber? Nunca foi tão bom se perder por aí.

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FOLHA DE SÃO PAULO:

Anjo Gabriel alucinado e mergulhado na psicodelia

A primeira informação é misteriosa, levemente duvidosa: “Eles irão tocar numa casa…” Numa casa? “Sim, eles e outras seis bandas…”  Depois de uma bela garimpada na rede, foi possível achar pelo menos o endereço da tal casa, mas nada além. E o mistério continuava. Domingo de chuva, aquela garoa ininterrupta que a São Paulo de outros tempos costumava se orgulhar. No meio da tarde, a casa é encontrada, num bairro tradicional da cidade. O som pode ser ouvido da rua, vindo lá de baixo. O grupo acabou de adentrar ao palco, ou melhor, ao cômodo. Uma rampa dá acesso ao quintal, onde um conglomerado de freaks toma cerveja em canecas particulares e degusta uma espécie de cachorro-quente preparado num imenso caldeirão. Parece hora do recreio numa creche qualquer – a garotada correndo, conversando, dando risada – comendo e bebendo debaixo de chuva. Para achar o cômodo onde o grupo se apresenta o único jeito é seguir as ondas sonoras. Passando por sósias animados do Devendra Banhart (de saia e tudo), cocotas com visual emo, e alguns punks, é possível sacar que toda aquela massa sonora vinha de uma porta de alumínio, daquelas típicas de vestiário de clube de futebol de várzea.

É só entrar, sem bater, e lá dentro cerca de 30 pessoas presenciam quatro jovens de Recife em catarse coletiva. Da terra do sol diretamente para a terra da garoa, executando um groove hipnótico, puro Krautrock, a vertente experimental alemã que trouxe ao mundo grupos como Can, Faust, Neu! e tantos outros. No palco improvisado, o guitarrista abusa de uma Gibson SG de dois braços, um ícone dos anos 70, famosa por ilustrar timbres de hinos do período como Stairway To Heaven, Hotel California e Band On The Run. Entre o som agonizante e agudo do theremin e projeções na parede atrás do grupo, fica claro que o Anjo Gabriel é um combo único dentro do rock brasileiro atual. Nessa mini turnê dos garotos pelo sudeste, esses 30 minutos na misteriosa casa foram o único gostinho que os paulistanos tiveram do Anjo Gabriel, um agrupamento lunático que certamente não faria feio num Rock In Rio ou em um SWU da vida. A banda foi formada quando alguns de seus integrantes se encontraram numa comunidade hippie de Recife, chamada Ripohlandya, nome também do selo desenvolvido por eles, por onde surgiu o primeiro, e por enquanto único, registro da banda: O Culto Secreto do Anjo Gabriel.

O vinil, duplo, é quase todo instrumental, um oásis sonoro para aqueles cansados da choradeira indie que assola o mundo. Ecos da nordestina psicodelia “maldita” dos anos 70 é a espinha dorsal do trabalho, que também se alimenta do som pesado do Black Sabbath e do Blue Cheer, do progressivo espacial do Pink Floyd e do hard groove do Zeppelin. Sim, parece um disco perdido de um grupo obscuro da época, daqueles que você baixa hoje em dia e acha que descobriu o universo. “Optamos por lançar em vinil e usar o processo analógico na produção. Essa prática soa real e coerente,” diz o pessoal, que aproveita a deixa: “Podemos dizer que corremos por fora das soluções modernas de distribuição com a estratégia ‘menos é mais’. Trabalhar dentro dessa prática provoca os antigos apreciadores e faz surgir novos curiosos. Além disso, o fato de colecionar discos nos faz entender um pouco como funciona o comércio e o público que consome música produzida em vinil.”

O elepê foi registrado em um gravador de rolo de 16 canais, num sítio, onde o grupo varou algumas intensas madrugadas realizando longas jams. Dessas lisérgicas sessões surgiram os oito temas do disco. Canções longas, trabalhadas, progressistas e livres. Depois do impacto no ‘udigrudi’ o Anjo Gabriel já está preparado para encarar a famigerada ‘maldição’ do segundo disco: “Temos uma ideia basicamente definida quanto ao próximo lançamento, que já está composto e arranjado. Será uma trilha para o filme Lucifer Rising, de Kenneth Anger. Como o filme tem somente meia hora, nossa intenção é fazer uma trilha alternativa, e lançá-la num disco de dez polegadas que deve sair até o meio do ano de 2012, antes do mundo acabar…” Literalmente amaldiçoado e apoteótico.
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ANÔNIMO NA INTERNET:

Da primeira a última faixa o que se ouve neste trabalho é um verdadeiro rolo compressor psicodélico jamais visto na cena progressiva brasileira. Guitarras que rasgam, dilaceram como um leão que ruge a procura de sua presa. O teclado é puro cheiro de anos 70. Baixo e bateria irretocáveis. Tem uma mistura esplendorosa ali de Hawkwind com Causa Sui e Space Debris espetacular. Tem um hard a la Purple e Zeppelin também. "O Culto Secreto do Anjo Gabriel" é um disco que dá um prazer enorme de ouvir inúmeras vezes e reunir os amigos como era costume fazer nos anos 70. É um disco que, com certeza, vai substituir um mero e tímido sorriso por uma verdadeira gargalhada de alegria para mostrar que o rock progressivo(psicodélico) brasileiro vai muito bem, obrigado. 


Cris Ras (guitarra e vocal)
Marco da Lata (baixo e vocal)
André Sette (teclados, theremin e vocal)
Junior do Jarro (bateria, percussão e vocal)

01. Peace Karma - 12:14
02. Sunshine In Outer Space - 11:30
03. Mantra III - 6:30
04. Astralysmo - 11:30
05. 1973 - 12:25
06. O Poder Do Pássaro Flamejante (Dubdeepsabath) - 12:00

6 comentários:

Monstro disse...

Tive a oportunidade de ouvir ao vivo. Muito bom, recomento a todos Rockes.

Fernando disse...

Caralho, Menegon. Nem sei por onde começo esse meu comentário. Aliás acho que a pessoa mais apropriada pra falar desse som é o seu companheiro Eduardo Marins. E como você costuma dizer: Isso é um "Pataço na Nuca". Eu acho pouco, diria mais: Isso é um "Pé D`ouvido" pra tacar "neguinho" de costa. Primeiramente não sei como vc descobriu esse álbum. Eu, até então, achava que a única obra-prima made-in-nordeste, dos últimos tempos, era tão somente o álbum Paêbirú (1975), de Lula Côrtez e Zé Ramalho. Mas esses pernambucanos viraram a mesa. Não tenha dúvida. E já vou avisando aos navegantes que forem ouvir..., primeiro "dá um trato na creca" pra entrar no clima, porque a viagem vai ser realmente piroleta. Vai daqui pro Cosmos em poucos segundos.....
Fica aí registrado um breve resumo do que achei desse som.
Parabéns pela postagem e, principalmente, por ter descoberto esse álbum.
Forte Abraço.
Fer.

Anônimo disse...

gracias, V, very excellent, 1973 takes me back, good drum solo, astralysymo esa cataclysmo psyche, glad your back..

Doktor Alphonzo disse...

fab!

BOOGARINS disse...

ouvi, baixei e compartilhei.
Bela banda!
Tenho uma banda de rock psicodélico também, te mandei um e-mail falando dela Menegon... Abração!

Anônimo disse...

Menegon agora vc foi fundo...
...encontar esta preciosidade de banda!!! nova e com um excelente som setentista, eu sou daqui do nordeste e ainda ñ há conheçia, tbm tem uma banda por aqui (nordeste) de Maceió/Alagoas chamada Necronomicon q tbm faz um excelente doom/progressivo. Vai aí o link do video da banda se vc quiser conferi-la:
http://www.youtube.com/watch?v=dOWIn9stWn4
E se tu gostou esse é o link para baixar o álbum:
http://www.hominiscanidae.org/2012/12/necronomicon-queen-of-death-2012.html (2° álbum da banda)